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Petrobras anuncia investimentos bilionários em Sergipe e projeta nova fronteira energética no Nordeste

Atualizado: há 17 horas

Companhia destina mais de R$ 70 bilhões ao estado, com destaque para o Projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), descomissionamento de plataformas e retomada da Fafen-SE.


A Petrobras anunciou, nesta sexta-feira (29/05), um pacote de investimentos superior a R$ 70 bilhões em Sergipe, durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-SE), em Laranjeiras. A iniciativa marca a retomada da presença estratégica da companhia no estado e abre uma nova fronteira de produção de óleo e gás no Nordeste.

Do montante, mais de R$ 60 bilhões serão destinados ao Projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), considerado um dos empreendimentos mais relevantes do Plano Estratégico da Petrobras. O projeto prevê a construção das plataformas P-81 e P-87, em parceria com a SBM Offshore, com capacidade de produzir até 240 mil barris de óleo por dia e processar 22 milhões de m³ de gás natural. A produção está prevista para iniciar em 2030, com exportação de gás a partir de 2031. Além das plataformas, serão interligados 32 poços e construído um gasoduto de 134 km, consolidando Sergipe como o maior produtor de petróleo e gás do Nordeste.


Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, o SEAP representa um marco tecnológico e econômico: “Essas duas plataformas são prova da capacidade criativa do sistema Petrobras. Vamos pôr o gás em terra aqui, ampliando a oferta e reduzindo custos para o mercado nacional.” A expectativa é que o projeto gere mais de 25 mil empregos e eleve a participação do Nordeste na oferta nacional de gás natural de 16% para 31% até 2035.


Outro eixo do pacote é o descomissionamento de 26 plataformas de águas rasas, com investimentos de R$ 12,5 bilhões até 2035. O processo inclui o tamponamento de 169 poços e a remoção de estruturas, movimentando a cadeia de suprimentos local e criando cerca de 950 empregos diretos.



A retomada da Fafen-SE também é destaque. Após investimentos de R$ 60 milhões, a planta voltou a produzir amônia em dezembro de 2025 e iniciou a produção de ureia em janeiro de 2026, com capacidade de 1.800 toneladas diárias — cerca de 7% da demanda nacional. A operação já gera 530 empregos diretos e 1.500 indiretos, reforçando o papel da Petrobras no agronegócio brasileiro.

Com esse conjunto de iniciativas, Sergipe se consolida como protagonista na matriz energética e industrial do país, fortalecendo a economia regional e nacional.


Com esses investimentos históricos, Sergipe se consolida como protagonista na matriz energética e industrial do Brasil. Acompanhe mais novidades e conteúdos exclusivos em nossas redes sociais.

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